'Cada dia foi um desespero', diz modelo brasileira que ficou presa na China

Amanda Griza, de 19 anos, chegou ao Brasil após passar 18 dias presa na China por supostas irregularidades no visto

Por O Dia

Modelo brasileira Amanda Griza Reprodução Facebook

Rio - A modelo brasileira Amanda Griza, de 19 anos, desembarcou no aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, na noite desta segunda-feira, após passar 18 dias presa na China por supostas irregularidades no visto de trabalho. Ao chegar ao Brasil, a jovem relatou os momentos que passou presa.

"A cada dia foi um desespero. E uma lição que vou levar para o resto da vida. Tive muito tempo para pensar e perceber como às vezes reclamamos de boca cheia. Penso muito diferente agora e tenho certeza que a família é o mais importante para mim", disse a jovem ao jornal Zero Hora.

A modelo desembacou no fim da noite e reencontrou a família. Ela afirmou que chorava todos os dias imaginando sua família sofrendo por não poderem se falar. Na prisão, segundo a jovem, ninguém falava inglês, as meninas eram obrigadas a limpar a cela, comiam três vezes ao dia arroz e legumes basicamente.

A modelo estava no país asiático há quase três meses e foi detida com outras 60 profissionais de várias nacionalidades - francesas, gregas, russas, italianas e norte-americanas - após participar de um falso teste para uma campanha montada pela polícia em Pequim.

Os pais de Amanda, Edson e Elena, afirmaram ter recebido notícias da jovem na noite de quarta por meio de um ex-diplomata. Antes disso, porém, eles ficaram mais de 72 horas sem nenhuma informação sobre a brasileira. O pai diz ter acreditado na "boa fé" da agência que contratou a brasileira, acreditando que o visto obtido seria o suficiente para o trabalho no país.

Natural de Osório, Rio Grande do Sul, a família mora em Balneário Camboriú, Santa Catarina, há sete anos. Amanda atua como modelo desde os 11 anos de idade.

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