Manifestantes realizam protesto contra a Copa do Mundo no Distrito Federal

Manifestação também conta com a participação de índios que fizeram um protesto na Esplanada dos Ministério

Por O Dia

Distrito Federal - Um grupo com cerca de mil pessoas realiza um protesto contra a Copa do Mundo na rodoviária do Plano Piloto, no Distrito Federal, na tarde desta terça-feira. Segundo a Polícia Militar, por volta da 17h, os manifestantes bloqueavam todas as faixas do Eixo Monumental, no sentido Torre de TV.

Entre os manifestantes, estão indígenas, integrantes de comitês populares da Copa e do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

A manifestação também conta com a participação de índios que fizeram um protesto na Esplanada dos Ministério pelos direitos indígenas. Ainda segundo a polícia, cerca de 250 policiais acompanham a manifestação.

Policiais militares e manifestantes entraram em confronto perto do Estádio Nacional. A PM usou bombas de gás lacrimogênio e os participantes atiraram pedras contra os policiais.

Protesto no STF

Mais cedo, cerca de 500 índios de pelo menos 100 etnias participaram de outro protesto em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Eles protocolaram queixa-crime contra os deputados Luíz Carlos Heinze (PP-RS) e Alceu Moreira (PMDB-RS) que, segundo as lideranças indígenas, discriminaram a população indígena.

Índios protestam no Congresso contra a discriminaçãoAgência Brasil

"Esses parlamentares incitaram o racismo e o preconceito contra a população indígena quando, em audiências públicas oficiais, fizeram falas discriminatórias, dizendo que índios, gays, lésbicas e quilombolas são tudo que não presta no Brasil", disse Kleber Karipuna, representante da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira.

Há dois meses, a queixa contra os mesmos deputados foi apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR). "A denúncia foi feita, mas a gente percebeu que não houve um seguimento, disse Sonia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da PGR informou que todas as ações protocoladas sobre o caso estão sob análise. O gabinete do deputado Alceu Moreira lembrou que o parlamentar criticou apenas o governo e o ministro Gilberto Carvalho por, nas palavras do deputado, “orquestrar os conflitos sociais”.

A assessoria de Luíz Carlos Heinze informou que, à época da apresentação da primeira denúncia à PGR, o deputado esclareceu que não criticou os povos indígenas e nem as comunidades quilombola ou homossexual, mas, sim, algumas lideranças de movimentos sociais.

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