Por tamara.coimbra

Brasília - O PSOL respondeu nesta terça-feira às críticas do pastor Silas Malafaia ao deputado do partido Jean Wyllys (RJ). A nota diz que Malafaia – chamado de liderança do fundamentalismo homofóbico brasileiro – usa de desonestidade intelectual ao acusar Wyllys de não deixar o pastor evangélico filiado ao PSOL Jefferson Barros ser candidato a deputado federal em 2014.

Malafaia critica Wyllys em seu Twitter. PSOL responde em notaReprodução Twitter

“As decisões sobre candidaturas, no PSOL, são tomadas coletivamente, através das instâncias democráticas de representação eleitas pelos filiados. Nem o deputado Jean Wyllys nem qualquer outro parlamentar decidem quem pode ou não ser candidato: a decisão cabe ao diretório e à convenção partidária”, diz a nota.

A “briga” entre Malafaia e Wyllys nas redes sociais teve até a participação da apresentadora do SBT Rachel Sheherazade. Em resposta ao Twitter de Malafaia, Rachel questiona a legitimidade do deputado do PSOL. “Q eleição ele ganhou? Na ultima foi rebocado pelo partido. Entrou pela porta dos fundos da democracia Não representa ninguém”, afirma em seu perfil.

Sobre Jefferson Barros, a nota do PSOL explica que a candidatura dele subiu no telhado não por ele ser pastor, mas sim porque participou de marchar homofóbicas organizadas por Malafaia: “Os motivos do questionamento à pré-candidatura do cidadão Jefferson Barros são vários e não têm nada a ver com a sua religião ou com sua condição de pastor. Tem a ver, sim, com sua participação em marchas homofóbicas organizadas pelo pastor Malafaia com o expresso objetivo de negar os direitos civis da população LGBT”.

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