Por bferreira

Brasília - A oito dias do lançamento do movimento ‘Aezão’, o vice-presidente da República, Michel Temer, do PMDB, convocou o candidato à reeleição e governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, para um jantar, no Palácio do Jaburu, com a presidenta Dilma Rousseff. O PMDB do Rio ameaça apoiar a candidatura do presidenciável tucano Aécio Neves.

O encontro de Dilma com a cúpula peemedebista serviria para reafirmar a aliança nacional com o PT. Além do Rio, o PMDB está dividido em estados como a Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco e de Goiás. Os peemedebistas desses locais querem votar em outros candidatos à Presidência.

Em alguns estados, os filiados resistem a aprovar na convenção nacional do PMDB, marcada para o dia 10 de junho, a coligação com a candidatura à reeleição da presidenta Dilma e a consequente manutenção de Temer na chapa como vice-presidente.

Pezão foi ao jantar acompanhado de parte da cúpula peemedebista do estado: o ex-governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Paulo Melo. Essa ala do PMDB fluminense é minoritária e promete fazer campanha no estado para Dilma.

O presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, já avisou que vai votar em Aécio Neves. O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), é outro dissidente que também promete votar no tucano.

A presidenta chegou ao Jaburu, residência oficial de Temer, acompanhada dos ministros da Casa Civil e um dos coordenadores da sua campanha à reeleição, Aloizio Mercadante, e de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini. A cúpula nacional do PMDB também compareceu em peso.

MOVIMENTO AEZÃO

No jantar, Pezão, Cabral, Paes e Melo pretendiam reafirmar o apoio à candidatura de Dilma. A ideia era deixar claro para a presidenta que o movimento ‘Aezão’ é promovi</MC>do por uma pequena parcela do PMDB, em represália ao lançamento da candidatura do senador Lindbergh Farias, do PT, ao Palácio Guanabara.

Os dissidentes do PMDB alegam que, aqui no Rio, os petistas descumpriram acordo de apoiar a reeleição de Pezão. O movimento ‘Aezão’ será lançado no próximo dia 5 em almoço no Rio, reunindo entre outros o presidente Picciani, o líder do governo na Alerj, André Corrêa (PSD), o presidente pedessista Indio da Costa, e políticos do Partido Solidariedade, PP e PPS, entre outras siglas.

Para o jantar de ontem à noite, Temer também convidou governadores do partido como Roseana Sarney, do Maranhão, André Puccinelli, de Mato Grosso do Sul, Jacson Barreto, do Sergipe, Antônio José Moraes Souza, do Piauí, e Confúncio Moura, de Rondônia. Temer quer mostrar a união do PMDB, já que almeja permanecer no cargo ao lado da petista.

Mesmo com a vontade de alguns diretórios regionais se posicionarem contra a manutenção da aliança com o PT, o vice-presidente da República acredita que a convenção é soberana e irá optar por manter o casamento com os petistas por mais quatro anos.

Prazo termina em junho

Com a proximidade de junho e a necessidade de cumprir os prazos eleitorais de promoção das convenções partidárias — entre os dias 10 e 30 do próximo mês —, os partidos correm para definir seus apoios e ganharem mais tempo de exposição na TV.

Ontem o deputado Miro Teixeira, pré-candidato do Pros ao governo do Rio, reafirmou que aguarda uma definição do PSB em relação à aliança nas campanhas proporcionais (deputado estadual e federal). Segundo ele, não faz sentido uma campanha ao governo contar com um leque de alianças diferente das coligações feitas para a eleição de deputados.

“Agradeço o apoio do PSB, da Rede e do PPS ao meu nome, mas a aliança tem que se estender às coligações proporcionais. Se até o final da semana isso não ficar definido, agradecerei ao PSB mas retirarei meu nome”, disse Miro.

Já o presidente regional do PSD, Indio da Costa, confirmou o nome de Ronaldo Cezar Coelho ao senado ao na chapa de Pezão (PMDB).

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