Por fernanda.magalhaes

Minas Gerais - Uma professora do Instituto de Educação de Minas Gerais (Iemg), no bairro Funcionários, na região Centro-Sul da capital, afirma ter sido agredida por três alunos em sala de aula, na noite dessa quarta. Rosane dos Santos, 46, alega que teve a perna esquerda fraturada após ser empurrada pelos estudantes. Internada no Hospital Semper, a educadora terá que passar por cirurgia nesta sexta. Rosane, que há 19 anos leciona na rede estadual, disse que não voltará a dar aulas no local. O Iemg, por sua vez, alega que o caso foi um acidente.

Segundo ela, um estudante do 1º ano do ensino médio que estava brincando de bola dentro de sala não atendeu quando ela pediu que o aluno parasse. Rosane, então, disse que chamaria a direção. A educadora afirma que, ao chegar à porta da sala, foi empurrada pelos alunos e jogada no chão, o que teria causado a fratura. “Parecia um carro batendo em mim”, diz a professora.

Segundo Rosane, essa não foi a primeira vez que os estudantes “passaram dos limites”. Na semana passada, um deles apagou o que ela havia escrito e começou a pichar o quadro, quando Rosane desmanchou o que ele tinha feito para retomar a aula. “Foi quando ele disse: ‘Você não conhece arma?’, mostrando a calça. Para mim, aquela escola acabou. Não há mais respeito nem limites. Os alunos ameaçam sempre os professores, está todo mundo com medo”, afirmou a educadora.

Resposta. A direção do Iemg disse que não houve agressão. “Foi um acidente. Os próprios alunos que esbarraram (na professora) falaram que foi sem querer e pediram desculpas”, afirmou a vice-diretora do turno da noite, Laura Carvalho Dalcantoni, que socorreu Rosane até o hospital.

A Secretaria de Estado de Educação informou que a direção do Iemg está prestando apoio à professora e aguarda o retorno dela à sala de aula.

Casos. De janeiro a abril de 2014, foram registradas 1.095 ocorrências policiais de agressões dentro de instituições de ensino (particulares, municipais, estaduais e federais) de Minas Gerais, segundo informações da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).

Capital. Em Belo Horizonte, no mesmo período, houve registro de 111 ocorrências da mesma natureza. Os números não distinguem detalhes da vítima ou do agressor – se são professores, alunos, funcionários etc.

Com informações de Luiza Muzzi

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