Por tamara.coimbra

Brasília - Em depoimento de cerca de uma hora à Executiva Estadual do PT, o deputado Luiz Moura disse que não irá pedir para se desligar do partido, mesmo se a sigla pedir, porque assim estaria assumindo a culpa. Moura é acusado de ter ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), desde que participou de uma assembleia de motoristas e cobradores, em Itaquera, na zona leste da capital paulista, em que estavam presentes um assaltante de bancos condenado e, segundo a polícia, 13 integrantes da facção que comanda o crime de dentro e fora dos presídios.

PT abre investigação para apurar elo do deputado estadual Luiz Moura com o PCCDivulgação

Moura negou as acusações e evitou a imprensa depois de falar aos companheiros de partido, nesta segunda-feira, que estão reunidos para decidir se suspendem ou não o deputado. Se for suspenso, Moura deve ser afastado do partido pelo período de 10 a 60 dias. O seu processo será encaminhado à Comissão de Ética do partido, que então irá analisar se pedirá a desfiliação do deputado.

A posição do deputado é diferente da semana passada quando, em entrevista ao iG, disse que sairia do partido se fosse requisitado, mas que não entregaria o mandato. “Quem não deve não teme. Jamais renunciarei. Se o partido pedir, vou fazer a desfiliação, mas não devolvo o mandato.”

Se for expulso do partido, Moura pode ter seu mandato questionado na Justiça Eleitoral, por infidelidade partidária. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o entendimento é que o mandato é do partido, e não do parlmanetar.

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