Por thiago.antunes

São Paulo - Por unanimidade, a Executiva Estadual de São Paulo do PT suspendeu nesta segunda-feira por 60 dias os direitos partidários do deputado estadual Luiz Moura, que não poderá disputar as eleições este ano. O PT decidiu abrir processo disciplinar para apurar as denúncias contra Moura. Investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta que o deputado participou em março de reunião, na sede de uma cooperativa de transportes, na qual estiveram presentes membros da facção criminosa PCC.

O deputado Luiz Moura é acusado de participar de encontro com integrantes de uma facção criminosaDivulgação / Alesp

Com a decisão da Executiva, que conta com 19 integrantes, o nome de Luiz Moura ficará de fora da lista de candidatos à Assembleia Legislativa. A relação será aprovada na Convenção Estadual do PT em São Paulo, prevista para o dia 15 de junho, e posteriormente enviada à Justiça Eleitoral. “Com essa decisão, ele fica sem legenda para ser candidato. Ele não pode ser candidato”, disse o presidente do PT em São Paulo, Emídio de Souza.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, Antônio Carlos Mathias Coltro, determinou ontem a suspensão da caravana “Horizonte Paulista” do pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha. Para o juiz, há indícios de que a caravana estaria antecipando a propaganda eleitoral, o que é proibido por lei.

Na liminar, Coltro afirma ainda que a caravana cria uma disputa desigual entre os candidatos, “diante da possível influência causada nos eleitores”. A autora da ação é a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, que, além da suspensão da caravana, pediu a aplicação de multa de R$ 750 mil a Padilha e ao diretório do PT em São Paulo. O processo ainda será julgado pelo TRE. A caravana de Padilha, a “Horizonte Paulista”, já percorreu 106 municípios paulista desde fevereiro deste ano.

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