Por thiago.antunes

São Paulo - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, evitou ontem responder quando faria o reajuste do preço da gasolina, caso fosse eleito. Em evento em São Paulo, o tucano afirmou que não pretende acabar com os direitos trabalhistas e aproveitou para ironizar afirmações atribuídas à presidenta Dilma Rousseff que, na semana passada, em encontros com empresários, teria dito que o clima de confiança no país voltará com o fim da eleição.

“Para que isso ocorra, ela (Dilma) precisa perder e nós vencermos as eleições”, alfinetou Aécio. No evento promovido pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo”, Aécio respondeu a perguntas de empresários de diversos setores e foi surpreendido ao ser questionado sobre o aumento do preço da gasolina. Ele evitou uma resposta direta: “Não posso falar sobre isso sem estar no governo e conhecer os números. O que posso garantir é previsibilidade, regras claras”.

O tucano criticou ainda a regulamentação da mídia, uma das propostas do PT. “Vamos usar o termo correto: controle social da mídia é censura”, disse. Aécio observou que a agenda, “antes tratada” nos bastidores pelos petistas, agora é defendida abertamente pelos principais líderes do partido. “Eles não estão tendo mais nenhum constrangimento de colocar essa agenda e esse é um patrimônio que não temos sequer o direito de deixar ser ameaçado”, afirmou.

Você pode gostar