Por felipe.martins

São Paulo - O jornalista e apresentador do Jornal da Noite, da Band, Boris Casoy, deu opinião polêmica sobre a Lei da Palmada , aprovada na noite desta quarta-feira no Senado. "Ninguém equilibrado defende agressão às crianças. No inferno, Mussolini e Hitler estão aplaudindo essa tal lei fascista da palmada. É uma intromissão grave na família na qual o Estado não pode e nem deve se meter, nem deve meter bedelho nenhum".

Cercado de grande polêmica, o plenário do Senado aprovou na noite de quarta-feira o projeto de lei que pune famílias que usem violência física na educação dos filhos. Conhecida como Lei da Palmada, o projeto foi aprovado horas antes na Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Casa, após intervenção do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) para que o projeto fosse aprovado a tempo de chegar à apreciação do plenário no mesmo dia.

O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e prevê que as crianças sejam educados e cuidadas sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante. O texto define castigo como a “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento físico ou lesão à criança ou ao adolescente”. Já o tratamento cruel ou degradante é definido como “conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente”.

Apesar de os senadores favoráveis à matéria garantirem que não se trata de legislação criminal, o texto prevê punições aos pais que insistirem em castigar fisicamente os filhos, como advertência, encaminhamento para tratamento psicológico e cursos de orientação, entre outras sanções. Os conselhos tutelares serão responsáveis por receber denúncias e aplicar as sanções.

O projeto recebeu no Senado o nome de Lei Menino Bernardo, em homenagem ao garoto morto pelo pai e pela madrasta recentemente no Rio Grande do Sul. No fim, a matéria foi aprovada sem alterações em relação ao texto enviado pela Câmara dos Deputados.

O texto segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff

Xuxa foi hostilizada em sessão da Câmara que discutiu projeto

Em outra polêmica envolvendo a Lei da Palmada, a apresentadora Xuxa Meneghel foi hostilizada no último dia 21 durante sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara para votar a Lei da Palmada, que proíbe castigos físicos a crianças e adolescentes. O deputado Pastor Eurico (PSB-PE) criticou Xuxa dizendo que “a conhecida rainha dos baixinhos, em 1982, provocou a maior violência contra as crianças em um filme pornô”. A declaração é uma referência ao filme "Amor Estranho Amor", em que Xuxa aparece seminua ao lado de uma criança.

Xuxa reagiu com um coração às acusações do Pastor EuricoDivulgação

Xuxa reagiu sinalizando um coração feito com as mãos na direção do parlamentar. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) falou em seguida e declarou que a posição do Pastor Eurico não é a mesma da bancada evangélica. Após a sessão, o PSB, por meio de nota, informou que o Pastor Eurico foi destituído da vaga na CCJ. "A decisão foi tomada em função da postura adotada pelo parlamentar durante a reunião ordinária desta quarta-feira (21), na qual o mesmo se pronunciou de forma intolerante, desrespeitosa e desnecessariamente agressiva em relação a Sra. Xuxa Meneghel."

O deputado, contudo, disse que não se arrependeu do que fez. “Trazer essa senhora para cá para vir dar lição de moral em mim? Por isso questionei que violência não é só bater e espancar. Existe a violência da mídia. Aquela que está na televisão, nos filmes. E por falar em filmes, aí sim, a questionei, que na época, em 1982, por ser considerada a ‘rainha dos baixinhos’ e trabalhar com crianças de forma inocente, mas paralelamente a isso, de outro lado, ela estava participando de filmes pornôs com cenas de sexo explícito com uma criança de 12 anos. Isso feriu a família brasileira. Não podia deixar isso passar impune”, diz o socialista.

Em sua página no Facebook, a apresentadora se manifestou sobre o ocorrido no Congresso. “Gente, tava lendo o desabafo e a opinião de vcs sobre o acontecido no Congresso, por favor, não culpem os evangélicos, minha mãe é evangélica e me ensinou que nem Jesus Cristo agradou todo mundo, pq eu iria? Sei que minha mãe ficou muito triste com esse senhor. Mas ele já teve o seu momento de fama, não vamos dar mais força a ele. Mais uma vez obrigada pelas lindas palavras de carinho e respeito com meu trabalho, vou precisar de vcs, e muito, e sei que vou poder contar sempre, vejo isso lendo cada palavra de amor de vcs por mim, bgd bgd bgd bgd : )”, disse Xuxa na rede social.


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