Polícia vai fazer nova reconstituição da morte de zelador nesta segunda-feira

Na semana passada, os investigadores fizeram reconstituição no prédio onde o zelador desapareceu, na Zona Norte de SP

Por O Dia

Zelador foi visto pela última vez indo entregar cartas no prédio onde trabalhavaReprodução / TV Globo

São Paulo - Investigadores do 13º DP (Casa Verde), na Zona Norte de São Paulo, irão à cidade de Praia Grande, no litoral paulista, para mais uma reconstituição da morte do zelador Jezi Lopes, assassinado após uma discussão com um morador do prédio onde trabalhava, no mesmo bairro.

A reconstituição está marcada inicialmente para acontecer às 15h, mas o horário pode ser alterado, segundo o delegado responsável pelas investigações, Egídio Cobo. Na semana passada, os investigadores fizeram uma reconstituição no prédio onde o zelador desapareceu.

O publicitário Eduardo Martins confessou o crime, mas disse à polícia que a morte do zelador foi acidental, após a vítima bater a cabeça no batente da porta durante uma discussão entre o dois. Martins foi preso em flagrante enquanto tentava queimar pedaços do corpo de Lopes na churrasqueira da sua casa na Praia Grande.

A polícia ainda investiga a participação da advogada Ieda Cristina Martins, mulher do publicitário, que chegou a ficar presa por alguns dias, mas o depoimento do marido a inocentou do crime. No entanto, Ieda voltou a ser presa dias depois durante um depoimento por ser a principal suspeita de matar o ex-marido, o empresário José Jair Farias, em 2005, no Rio de Janeiro, que até hoje não foi esclarecida.

O caso

O zelador Jezi Lopes desapareceu no dia 30 de maio. As imagens de segurança do condomínio mostram que, por volta das 15h30 deste dia, o zelador desceu em um dos andares para entregar cartas, mas não retornou nem pelo elevador nem pelas escadas.

Ainda segundo o registro policial, uma moradora do 11º andar disse ter ouvido uma discussão em um apartamento do mesmo andar, cujo morador, segundo ela, não teria um bom relacionamento com o zelador.

As câmeras internas do prédio mostram que, por volta das 17h, esse morador, do 11º andar, posteriormente identificado como Eduardo Martins, e a esposa, a advogada Ieda Cristina Martins, arrastaram uma mala e um saco grande até um veículo Logan preto. Questionado pela polícia na ocasião, o morador admitiu não ter uma boa relação com o zelador, mas negou que tenha acontecido algo de errado entre eles naquele dia.

Os policiais vasculharam o apartamento do casal e encontraram mala e sacos similares aos exibidos pela gravação do prédio. Mas verificaram que dentro deles havia roupas e tênis. Depois, desceram com a mulher até o estacionamento e verificaram que dentro do automóvel do casal estava uma mala parecida com as da filmagem, mas dentro delas também só tinham roupas.

Indagados pelos policiais, os dois moradores contaram que tinham ido levar as roupas para uma igreja, mas retornaram porque ela estava fechada no dia. Os policiais informaram na delegaia que não visualizaram nenhum sinal de violência no apartamento do casal ou no veículo.

Três dias depois, o publicitário foi preso em flagrante em sua casa na Praia Grande enquanto queimava partes do corpo do zelador. Ele confessou que cortou o corpo da vítima e pretendia queimá-la, mas disse que a morte foi acidental. Ele também disse que a esposa não sabia de nada e não o ajudou. No entanto, a polícia descobriu que Ieda comprou fita adesiva que poderia ter sido usada para prender o zelador. Os dois estão presos.

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