Menina de 3 anos morre após ser espancada por mãe e padrasto no interior de SP

Camilly Vitória Ferreira de Miranda foi agredida porque acordou chorando enquanto padrasto e mãe bebiam; eles foram frios e não demonstraram remorso, diz delegado

Por O Dia

Menina de três anos morre após ser espancada pelo padastro e pela mãeReprodução / TV Tribuna

São Paulo - Uma menina de três anos morreu após ser espancada pela mãe e pelo padrastro na cidade de Cajati, interior de São Paulo, no último sábado. Segundo a polícia, o desempregado Erik Leite de Carvalho, de 32 anos, confessou que agrediu a enteada Camilly Vitória Ferreira de Miranda com socos e pontapés porque ela acordou chorando por volta das 2h da manhã. A menina chegou a ser levada para o hospital, onde já chegou morta.

"Ele [Carvalho] conta que estava bebendo de madrugada quando a menina acordou chorando. Ele diz que bateu na menina com socos e pontapés até ela desfalecer e depois foi dormir", segundo o delegado Tedi Wilson de Andrade, responsável pelas investigações.

Carvalho disse ainda que a mãe de menina, a balconista Rayana Cristina Ferreira de Lima, 22 anos, também participou da agressão. Ela nega, mas também foi presa em flagrante. "Nem um dos dois demonstrou remorso pela menina. Foram frios e não choraram", afirmou o Andrade. Além de alcoolizado, Carvalho estaria drogado, disse o delegado.

O delegado afirmou ainda que a avó da menina, mãe de Rayana, relatou que a filha começou a beber e a ter comportamentos violêntos após conhecer o companheiro. Ela ainda tem um filho de cinco anos, que não tem marcas de agressão.

Ainda de acordo com titular da delegacia de Cajati, em depoimento, os acusados disseram que, após as agressões, acordaram no sábado por volta das 11h e viram "a barbaridade que fizeram com a menina e a levaram no hospital. Eles disseram que ela estava viva e inventaram a história de que ela tinha caída da escada de um bar. Os investigadores foram ao local e não encontraram sinais de queda". Os dois foram levados para a delegacia, onde Carvalho confessou o crime.

O delegado investiga ainda se a menina foi vítima de violência sexual. Um exame deve ficar pronto na tarde desta terça-feira.

Ainda de acordo com o delegado, o casal se conheceu pela Internet e estava junto há cerca de dois meses. Eles moravam no fundo de um bar no centro da cidade, onde Rayana trabalhava como balconista em troca de um local para morar. A polícia investiga se o local funcionava como casa de prostituição.

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