Operações de içamento e fixação de vigas em obra do monotrilho são interditadas

Um operário morreu e dois ficaram feridos depois que viga de 90 toneladas caiu na avenida Washington Luis, no último dia 9

Por O Dia

São Paulo - A Superintendência regional do Trabalho e Emprego de São Paulo interditou nesta segunda-feira todas as operações de içamento e fixação de vigas nas obra da linha 17-Ouro do monotrilho. Um operário morreu e dois ficaram feridos após uma viga de 90 toneladas cair na avenida Washington Luis, próximo ao aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, no último dia 9.

Segundo Luiz Antônio de Medeiros, superintendente do órgão, que representa o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em São Paulo, as operações foram supensas a forma como as vigas são acopladas não são seguras.

Imagem aérea do local da queda do monotrilho%2C na Zona Sul de São PauloReprodução / SBT

"Passamos três dias no local com os técnicos do IPT [Institutos de Pesquisas Tecnológicas] para verificar o que podia ser feito e concluímos que a forma como as vigas estão içadas não é segura porque não são acopladas em outras peças de cimento e sim em um pino, que oscila de um lado para outro, o que pode fazer ela virar. Isso põe em risco a vida das pessoas", disse. Ainda de acordo com Medeiro, os técnicos do IPT continuam no local para analisar se foi essa forma de fixação a causa da queda da viga que matou um operário no dia 9.

Para voltar a operar, o Consórcio Monotrilho Integração, responsável pela obra tem que revisar os procedimentos de içamento, lançamento, colocação e sustentação das vigas e pilares; detalhar os procedimentos; capacitar trabalhadores e produzir relatórios técnicos que garantam a segurança dos procedimentos.

Segundo Medeiros, o consórcio tem até sexta-feira, dia 20 para assinar um termo de ajuste com o Ministério do Trabalho. "A empresa tem que apresentar outra forma de fazer a fixação das vigas. Se não assinar [o termo], a obra continua parada", afirma Medeiros.

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