Por tamara.coimbra

São Paulo - Mesmo com a pressão do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto pela aprovação imediata do Plano Diretor, os vereadores de São Paulo adiaram a decisão para segunda-feira, em sessão encerrada na noite desta sexta, na Câmara Municipal da cidade, na região central paulistana.

De acordo com a assessoria do relator do projeto, vereador Nabil Bonduki (PT), na data será também votado, além do Plano Diretor, o futuro da Copa do Povo, terreno ocupado pelo MTST que não foi incluído na lei, e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que orienta a elaboração dos orçamentos fiscais e de seguridade social e investimento do Poder Público.

Desde a última terça-feira, cerca de 300 Sem-Teto acampam na calçada e na via em frente à Câmara Municipal, afetando o trânsito local e causando apreensão nos vereadores da Casa. Guilherme Boulos, coordenador do movimento, já afirmou reiteradas vezes que os militantes só deixarão o local após a aprovação do plano, de grande interesse para o grupo.

Além da votação imediata do texto, com todas as emendas propostas pelo movimento em favor da moradia popular, o MTST reivindica garantias para transformar os terrenos das ocupações Nova Palestina, Faixa de Gaza, Dona Deda e Capadócia, todas na zona sul de São Paulo, e da Copa do Povo, no extremo leste da cidade, em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis).

O MTST já prometeu realizar uma ocupação em terrenos por semana até que o plano seja votado. A última ação do tipo promovida pelo movimento ocorreu na sexta-feira passada, em uma área de cerca de 200 mil metros quadrados próxima ao Portal do Morumbi, bairro nobre da zona oeste de São Paulo.

Em abril deste ano, militantes do grupo entraram em confronto com a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) após vereadores suspenderem a votação do plano. Na ocasião, manifestantes chegaram a atear fogo em pneus e lixeiras e a atirar objetos contra janelas da Câmara.

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