Barbosa se despede do STF nesta terça com sentimento de 'dever cumprido'

Presidência será assumida pelo ministro Ricardo Lewandowski

Por O Dia

Brasília - Joaquim Barbosa não é mais ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao sair da sessão da manhã de ontem, ele encerrou sua história na corte, onde chegou há 11 anos, indicado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e se tornou o primeiro presidente negro. Ao deixar pela última vez o prédio do STF ainda como ministro, ele disse que se sentia “leve, tranquilo e com o sentimento do dever cumprido”.

Indicado pelo ex-presidente Lula, Barbosa esteve no Supremo desde 2003Divulgação / STF

A decisão de Joaquim Barbosa de se aposentar ao 59 anos, anunciada em maio, encerra um período marcado por polêmicas e divergências com colegas, políticos e advogados e que teve o julgamento dos acusados de participação no Mensalão como ponto máximo. E o ex-presidente manteve sua postura até o último momento. Ontem, ele deixou a sessão antes do fim, para não ouvir as saudações a um de seus desafetos, o ministro Ricardo Lewandowski, que o substitui na presidência.

Mas, se colecionou adversários, Joaquim Barbosa, por sua postura, fez admiradores. E a acolhida que recebeu ao cruzar a porta do Tribunal na manhã de ontem é um exemplo. Jornalistas, funcionários, seguranças e outros fizeram questão de registrar o momento e tirar em fotos ao lado do ex-presidente do Supremo.

Apesar de ter sido citado como possível candidato à Presdiência em 2018, já que sem filiação partidária não pode concorrer este ano, Barbosa descartou a carreira política, em sua primeira entrevista como ex-ministro do STF. “A política não tem na minha vida essa importância toda, a não ser como objeto de estudos e reflexões”, afirmou.

E, ao se despedir, exaltou o colegiado, ao comentar o tempo que passou na corte. “Foi um período em que, não em razão da minha atuação individual, mas coletivamente, o STF teve papel extraordinário no aperfeiçoamento da democracia”.


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