Suspeito de depredar concessionária de carros importados em SP é preso

Manifestação foi convocada, em 19 de junho, para marcar um ano dos protestos que impediram a elevação nos preços do transporte público, e reuniu cerca de 1,3 mil pessoas

Por O Dia

São Paulo - Um mecânico suspeito de ter participado da depredação de uma concessionária de luxo em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, durante uma manifestação do Movimento Passe Livre (MPL) em junho foi preso na manhã desta quarta-feira. O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apreendeu na casa do suspeito, que trabalha em uma cooperativa de ônibus, uma roupa utilizada durante os atos de vandalismo e um computador que será periciado.

A manifestação foi convocada, em 19 de junho, para marcar um ano dos protestos que impediram a elevação nos preços do transporte público, e reuniu cerca de 1,3 mil pessoas. Houve depredação de pelo menos três agências bancárias e três concessionárias de veículos de luxo. O prejuízo estimado foi em R$ 2 milhões.

Mascarados invadem e quebram loja de carros de luxo em São PauloReuters

O coronel do Comando de Policiamento da Capital, Leonardo Torres Ribeiro, disse ter recebido, antes do protesto, uma carta do MPL pedindo que a PM mantivesse distância dos manifestantes durante a caminhada. Ribeiro informou que o pedido citava o ato do Comitê Popular da Copa no dia 15 de maio, que transcorria sem conflitos, quando provocações geradas pela proximidade da PM e manifestantes deflagrou uma brutal repressão ao protesto. A Polícia Militar decidiu respeitar a solicitação do MPL e levou um efetivo preparado para acompanhar o protesto a distância.

Segundo o coronel, porém, depois da queima simbólica das catracas de papelão, alguns participantes dispersaram e partiram para a depredação. “Não fomos ingênuos, porque a experiência que temos com manifestantes tem demonstrado resultados obtidos e a contenção desses eventos. A demora foi no deslocamento do nosso efetivo que estava nas proximidades de lá, se é que se pode considerar isso demora”, disse Torres. “Sempre houve depredações em todas as manifestações, com a presença próxima ou não. Se fizer uma retrospectiva, mesmo com a presença física próxima [da polícia], a intenção desses manifestantes foi sempre depredar”, acrescentou.

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