Metrô e trens de São Paulo terão vagões exclusivos para mulheres

'Vagão Rosa' surgiu por conta das denúncias de abusos a passageiras. Projeto deve ser sancionado pelo governador

Por O Dia

São Paulo - A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou na noite de quinta-feira o projeto de lei que obriga a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô a reservar um vagão exclusivo para mulheres.

O chamado vagão rosa, que já foi implantado em 2006 no Rio de Janeiro, surge como resposta às denúncias de abusos a passageiras, principalmente nos horários de pico. O projeto de lei, de autoria do deputado Jorge Caruso (PMDB), precisa ainda ser sancionado pelo governador do estado, Geraldo Alckmin, para entrar em vigor.

Caso a lei seja sancionada, trem e metrô terão prazo de 90 dias para cumprir as normas, sob pena de pagamento de multa. Se for realmente aprovado, o vagão rosa funcionará diariamente, exceto em fins de semana e feriados. No início deste ano, a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) prendeu pelo menos 33 homens que se aproveitavam da superlotação para abusar de mulheres nos vagões.

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