Representação das mulheres continua pequena na política

Percentual de candidatas não atinge nem 30% do total, apesar de lei determinar índice

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - A participação das mulheres e dos homens na política do Rio segue desequilibrada. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de candidatas aumentou na disputa pelos cargos legislativos com relação a 2010, mas não atinge os 30% que são exigidos pela legislação eleitoral.

Em 2010, as mulheres representavam 24% das candidatas a deputada estadual e 25% da Câmara Federal. Neste ano, elas somam 29,74% do total de aspirantes aos parlamentos, número considerado insuficiente por candidatas como Liliam Sá (Pros), que tenta a vaga ao Senado, e Jandira Feghali (PCdoB), que busca a reeleição à Câmara.

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Segundo elas, a cota eleitoral de gênero, responsável por exigir dos partidos que 30% de seus candidatos sejam mulheres, ainda é insuficiente para corrigir a disparidade. “Muitos partidos lançam ‘mulheres-laranja’, que têm sua candidatura registrada e depois o partido não investe, não dá apoio. Fica sendo só pelo registro mesmo”, diz Liliam.

Jandira, por sua vez, afirma que há preconceito na política: “É um preconceito velado. Os partidos não indicam as mulheres para presidência de comissões, lideranças de bancada.”

Os dados do TSE mostram também que o perfil dos candidatos mudou. Entre os 2.752 que concorrerão a algum cargo, mais que os 2.282 de 2010, o número de jovens até 24 anos saiu de 24 para 43, aumento de 79%. Já os com Ensino Superior completo diminuíram em quatro anos: eram 44% contra 38%.

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