Por felipe.martins

Rio - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira o fim dos partidos que classificou como “laranjas e de aluguel”. Para ele, é preciso uma reforma política que acabe com siglas que usam o tempo (na propaganda eleitoral na TV) “para fazer negócio”.

Ao propor o uso de dinheiro público nas campanhas eleitorais, Lula afirmou que o financiamento privado deveria ser crime inafiançável. “Vamos aproveitar a campanha para pegar assinaturas para a gente dar entrada num projeto de lei que possa mudar substancialmente a política brasileira, ter partidos mais sérios, acabar com partidos laranjas, acabar com partido de aluguel, acabar com os partidos que utilizam seus tempo para fazer negócio”, disse Lula, em um vídeo da série em que fala sobre política para juventude.

O ex-presidente defende duas bandeiras do PT para alterar o sistema político: o voto em lista, quando o partido define os candidatos, e o financiamento público das candidaturas. “Teremos que consolidar os partidos. Por isso, é preciso ter voto na lista. É o partido que tem que indicar quem são os melhores nomes e responsabilizar as pessoas. Um deputado não pode ser um deputado avulso. Tem que ser um deputado do partido. Se ele trair o programa do partido, tem que ser expulso. Tem que sair porque o mandato pertence ao partido”, afirmou.

No vídeo, Lula critica as doações privadas para as campanhas. “O financiamento tem que ser público. É a forma mais honesta de financiar uma campanha para não permitir que os empresários tenham uma influência na eleição das pessoas”, argumentou. “Eu sou tão sectário nesse aspecto que eu acho que o financiamento privado deveria ser crime inafiançável. Não pode ter dinheiro privado”, completou.

Lula propôs a convocação de uma Constituinte exclusiva para a reforma política. A ideia foi lançada por Dilma Rousseff em meio aos protestos em junho do ano passado, mas acabou refutada por partidos governistas e oposicionistas.

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