Por bferreira

Rio - Integrantes de partidos da oposição cobraram, ontem, a investigação sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Segundo reportagem divulgada pela revista ‘Veja’, uma gravação à qual a publicação teve acesso mostra uma reunião entre o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, e o advogado da empresa, Bruno Ferreira, em que eles estariam combinando como repassar ao diretor da estatal, Nestor Cerveró, as perguntas que seriam dirigidas a ele em seu depoimento. Segundo a revista, o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli e a atual presidente, Maria Graça Foster, também tiveram acesso antecipado aos questionamentos.

Ontem, o candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, cobrou esclarecimentos sobre o suposto vazamento. “A reportagem mostra servidores públicos da Presidência, senadores e funcionários da Petrobras enganando a sociedade brasileira. Se de fato isso ocorreu, é um enorme desrespeito”, disse.

O PSDB anunciou que entrará com representações na Procuradoria da República do Distrito Federal, no Conselho de Ética do Senado e ainda nos departamentos disciplinares do Ministério das Relações Institucionais, da Petrobras e do Senado contra as pessoas envolvidas no vazamento das perguntas da CPI.

O PPS e o <CW5>DEM anunciaram que vão se mobilizar para apurar a denúncia e vão pedir a invalidação dos depoimentos na CPI.

As duas legendas também informaram que vão cobrar explicações nos órgãos competentes. Os partidos querem saber se o suposto esquema afetou os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), uma segunda frente de investigação que conta com parlamentares das duas casas legislativas.

O presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que irá se posicionar após ter acesso ao vídeo. “ Não posso me antecipar nem dar resposta sem analisar antes o vídeo", afirmou o senador.

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