Por tamara.coimbra

Maranhão - O Ministério da Justiça autorizou nesta quarta-feira o envio de tropas da Força Nacional de Segurança Pública para o Maranhão com o objetivo de atuar em São Luís e na região metropolitana da capital do estado para conter ataques do crime organizado. A medida amplia a atuação de tropas federais na capital maranhense.

A medida ocorre um dia depois de pedido feito pela governadora Roseana Sarney e quatro dias após o início da onda de ataques a 17 veículos, entre coletivos, vans, carros particulares e viaturas de polícia que foram incendiados.

Desde outubro de 2013, o Maranhão já conta com o suporte de forças federais atuando no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Há mais de dois anos, o estabelecimento prisional é palco de rebeliões, fugas e assassinatos de presos. Há suspeitas, de acordo com o governo maranhense, de que a ordem para os incêndios tenha partido de dentro do local.

Em portaria publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União, ficou definido que a Força Nacional de Segurança permanecerá em São Luís, inicialmente, por 30 dias — período que poderá ser prorrogado — para “preservar a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio” da capital maranhense.

Na última segunda-feira, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que 18 suspeitos de envolvimento nos ataques a ônibus e carros ocorridos em São Luís e em cidades vizinhas foram identificados pela polícia. Desses, 13 adultos foram presos e cinco adolescentes, apreendidos. No sábado, quatro ônibus coletivos e um microônibus foram incendiados em São José de Ribamar, região metropolitana da capital.

No domingo, um ônibus particular foi queimado no bairro da Alemanha, localizado em São Luís. Na segunda-feira, três coletivos foram incendiado no bairro Outeiro da Cruz, e dois automóveis — em uma concessionária — e seis viaturas na garagem da Secretaria de Segurança Pública foram queimados, todos os episódios ocorridos também na capital maranhense.

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