Por victor.duarte

Paraná - O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, autorizou o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a responder aos processos de desvios na estatal em prisão domiciliar. Ele deve deixar a carceragem da Polícia Federal em Curitiba hoje no início da tarde e segue em avião da PF para o Rio de Janeiro, onde mora. Costa deverá usar tornozeleira eletrônica no período em que estiver em prisão domiciliar.

Ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa fica em silêncio em depoimento na CPMI Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Segundo o juiz Sérgio Moro, “a fiscalização do cumprimento das regras da prisão domiciliar ficará a cargo da Polícia Federal”. Moro autorizou a prisão domiciliar de Paulo Roberto a partir de um pedido do Ministério Público Federal e da advogada Beatriz Catta Pretta.

Paulo Roberto ficará um ano em prisão domiciliar. Ele renuncia a US$ 25,8 milhões depositados no exterior em seu nome, de familiares e de empresas que controla. Além disso, o ex-diretor se compromete a pagar uma indenização de R$ 5 milhões no prazo de dois meses e a entregar para o Erário uma lancha, avaliada em R$ 1,1 milhão, um terreno em Mangaratiba (RJ) avaliado em R$ 3,2 milhões, valores em espécie apreendidos em sua posse, e o veículo Evoque, avaliado em R$ 300 mil, e recebido do doleiro Alberto Youssef.

A liberação de Costa é resultado da aprovação, pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), do acordo de delação premiada pelo qual o ex-diretor contou a policiais federais e procuradores da República detalhes sobre um suposto esquema de corrupção na Petrobras e apontou os envolvidos.

Agora, as confissões do ex-diretor da Petrobras ficam formalizadas na Justiça. Da delação, há a confirmação oficial de um possível envolvimento de várias autoridades com foro privilegiado, inclusive parlamentares federais, citados por Costa em esquema de propina. O documento é esperado na CPI que investiga irregularidades na estatal.

Você pode gostar