Paulo Roberto Costa deixa a PF para seguir regime de prisão domiciliar

Ex-diretor da Petrobras foi beneficiado com a delação premiada e, por isso, foi transferido da Superintendência da PF

Por O Dia

Paraná - O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação lava Jato, deixou a carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, na tarde desta quarta-feira (1º) para cumpri regime de prisão domiciliar. A advogada Beatriz Catta Preta, que defende o ex-diretor, disse que seu cliente terá proteção permanente da Polícia Federal (PF).

Costa foi beneficiado com a delação premiada e, por isso, foi transferido da Superintendência da PF em Curitiba, onde estava detido em prisão preventiva, para sua casa, no Rio de Janeiro. “Ele terá proteção ostensiva da Polícia Federal nesse início. Ele ficará em casa, em prisão domiciliar, e só poderá sair de casa com autorização judicial. Se, no prazo de um ano, não houver sentença prolatada nos autos onde corre o acordo [de delação premiada], ele fica em liberdade aguardando a prolação da sentença”, disse a advogada.

Catta Preta acrescenta que, com a decretação da sentença, o juiz avaliará a colaboração de Costa e os efeitos alcançados para o processo. “Ele vai, então, aplicar a pena que, segundo o acordo, tem seu patamar máximo de dois anos em regime semiaberto”, explica.

No cumprimento da pena em prisão domiciliar, o ex-diretor usará uma tornozeleira eletrônica. Costa é investigado pela PF, por suspeita de participação em um esquema de corrupção da Petrobras, e decidiu colaborar com as investigações em troca de redução de pena.

Com informações da Agência Brasil

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