Mãe diz que não sabia que menina era torturada pelo padrasto em São Paulo

Mulher perdeu a guarda da criança: 'Está sendo um choque pra mim. Senti muita raiva ao ver os vídeos'

Por O Dia

São paulo - Sara de Andrade Ferreira, mãe da menina maltratada pelo padrasto em Araçatuba, São Paulo, afirmou que não sabia da existência dos vídeos em que o marido, o empresário Maurício Morares Scaranella, de 35 anos, torturava psicologicamente sua filha, de apenas dois anos. A Polícia Civil indiciou na última quarta-feira a mãe, de 21 anos, e o padrasto da menina pelo crime de tortura.

Mãe perdeu a guarda de menina maltratada pelo padrasto em São PauloReprodução Vídeo


Em uma das filmagens encontradas no celular do homem, preso desde o dia 26, a menina é impedida de dormir por Maurício que grita para que ela permaneça acordada. Já em outro vídeo, o padrasto dá uma cebola para a pequena comer dizendo ser uma maçã.

Em uma outra gravação, divulgada na quinta-feira, o padrasto se recusando a dar mamadeira à criança. Ele diz que só iria dar comida à menina se ela o chamasse de "papai". As imagens mostram a menina chorando e pedindo a mamadeira, mas, em nenhum momento, ela chama o padrasto pelo nome ou de pai.

Na entrevista, feita antes da polícia divulgar novos vídeos que mostram a menina com as pernas amarradas por uma fita, Sara afirma que nunca imaginou que o marido fazia isso com a menina. "Na hora em que vi os vídeos senti muita raiva, porque até então eu confiava nele, eu deixava minha filha com ele. Nunca imaginei que isso ia acontecer, que ia vim da parte dele. O que ele fez não é certo, por mais que ele julgue que é uma brincadeira. Lógico que ele errou, ele está totalmente errado, tanto que está onde está", diz.

Em depoimento, Maurício Scaranella disse que os vídeos não passam de uma "brincadeira" entre ele e a menina. O empresário foi transferido nesta sexta-feira para a penitenciária de Andradina.

O pai da vítima, Anderson Luiz de Souza, de Nova Luizitânia, também no interior paulista, pediu a guarda da filha. Ele disse que vê a menina nos fins de semana e que a garota chegou a chamar o padrasto de "bobo" e "mau', mas ele achou que era "coisa de criança". O inquérito corre em segredo de Justiça.

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