Por victor.duarte

Brasília - Os 134 sindicatos representados pelo Comando Nacional dos Bancários realizam assembleias nesta segunda-feira em todo o país para avaliar a nova proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na sexta-feira à noite. Ao final do quarto dia da greve, a entidade propôs um aumentou no índice de reajuste de 7,35% para 8,5% (aumento real de 2,02%) nos salários e demais verbas salariais, de 8% para 9% (2,49% acima da inflação) nos pisos e 12,2% no vale-refeição, além de outros avanços não econômicos.

As assembleias também decidirão sobre as propostas específicas apresentadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. O Comando Nacional, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), orientou os sindicatos a defenderem a aprovação das três propostas nas assembleias desta segunda-feira, que serão realizadas em horários distintos, variando entre as 15h e as 19h.

Bancários estão em greve em todo o paísLevy Ribeiro / Agência O Dia

"O aumento das propostas dos bancos é resultado da forte greve dos bancários em todo o país, que cresceu nos primeiros quatro dias e superou o número de agências paralisadas no ano passado", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional em comunicado à imprensa. "Consideramos as propostas positivas, conquistadas com muita mobilização. No Banco do Brasil e na Caixa Federal, os 9% de reajuste no piso vão impactar nas curvas dos planos de cargos e salários. Por isso, o Comando está indicando a aceitação das propostas nas assembleias."

A proposta da Fenaban vale para todos os bancários, de bancos privados e públicos. As propostas do Banco do Brasil e da Caixa são específicas para seus funcionários.

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