Estudante é expulso por trote violento

Aluno de Medicina é afastado da Universidade Estadual Paulista. Ele foi denunciado por caloura que o acusou de tê-la obrigado a tirar a roupa em festa

Por O Dia

São Paulo - O estudante Luís Yori Almeida Galvão foi expulso do curso de Medicina do campus de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) por ter comandado um trote violento contra calouros. Segundo denúncia de uma aluna, os veteranos obrigaram as novatas a fazer strip-tease numa festa.

A vice-reitora da Unesp, Marilza Rudge, explicou que, mesmo o fato tendo acontecido numa república fora do campus, a direção considerou que o ato estava ligado à universidade, já que foi numa festa de calouros. Ela disse que o estudante teve amplo direito de defesa, e a decisão de excluí-lo foi tomada porque a investigação interna confirmou a denúncia.

Marilza explicou que a estudante procurou a reitoria para denunciar a violência logo depois do trote. A vice-reitora não informou o nome da estudante, para preservá-la, mas garantiu que não houve estupro.

A denúncia de violência contra os calouros provocou manifestações de protestos de estudantes, principalmente das mulheres. Grupos de alunas da Unesp ligadas a grupos feministas fizeram protestos no Campus de Botucatu e espalharam cartazes pedindo punição para os responsáveis.

Ontem, Marilza Rudge informou que a prevenção aos trotes violentos tem sido uma preocupação constante da direção da Unesp. Segundo ela, os estudantes sabem das consequências e das punições previstas.

A vice-reitora explicou que os alunos são orientados para que não aconteçam trotes que desrespeitem os calouros. “Quando a gente tem uma denúncia, instauramos sindicância. Se apurada alguma coisa, as medidas são muito rígidas, chegando à expulsão do aluno”, afirmou.

Luís Yori, que cursava o terceiro ano, poderá recorrer à direção da Unesp ou tentar na Justiça anular sua expulsão. Ontem, ele não se pronunciou sobre o caso.

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