Primeiro suspeito de ebola no Brasil deve chegar hoje ao Rio

Missionário de 47 anos chegou ao Brasil no dia 17 de setembro vindo da Guiné, na África, e está isolado em uma unidade de Saúde em Cascavel, no Paraná

Por O Dia

Paraná - O Ministério da Saúde confirmou, em nota, o primeiro caso de suspeita de infecção por ebola no Brasil. Trata-se de um missionário de 47 anos, que veio da Guiné, na África, para o Paraná no dia 17 de setembro.

O paciente foi isolado em uma unidade de saúde em Cascavel (a 498 quilômetros de Curitiba). O local foi esvaziado, e os pacientes transferidos para outros hospitais.

O religioso apresenta quadro de febre alta e hemorragia, segundo nota da Secretaria Estadual de Saúde. A Guiné é um dos três países que mais registraram casos de morte pela doença no continente africano.

De acordo com o Ministério da Saúde, o paciente será transferido nesta sexta-feira, conforme protocolo de segurança, para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (Fiocruz), no Rio de Janeiro. “A transferência será feita por meio de aeronave da Polícia Rodoviária Federal”, informou a pasta por nota. A previsão é que o avião deixe o Paraná no início da manhã desta sexta-feira.

Por estar no vigésimo primeiro dia, limite máximo para o período de incubação da doença, foi considerado caso suspeito, seguindo os protocolos internacionais para a enfermidade. O ebola só é transmitido através do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados. O vírus somente é transmitido quando surgem os sintomas.

Parentes de pessoas internadas e curiosos foram ao local após emissoras de rádio e TV divulgarem a suspeita, no início da noite. Uma coletiva com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, está marcada para esta manhã.

Caso de enfermeira assusta espanhóis

Duas pessoas que tiveram contato com a enfermeira Teresa Romero, 44 anos, infectada por ebola em Madri, Espanha, denunciaram ontem graves falhas na prevenção ao alastramento do vírus, como roupas inadequadas para lidar com a doente e falta de esterilização na ambulância que a transportou de casa para o hospital.

O médico que tratou dela numa clínica de urgências e que agora está internado em observação, Juan Manuel Parra, 41, enviou relato a dois jornais do país. Nos Estados Unidos, trabalhadores da limpeza de aeroporto de Nova York fizeram protesto, após morte de infectado no Texas.

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