Horário de verão começa neste domingo e terá uma semana a mais

A medida, adotada para economizar energia no horário de maior consumo, se estenderá por 126 dias

Por O Dia

Brasília - Começa no próximo domingo o Horário Brasileiro de Verão. À meia noite do sábado para o domingo os relógios deverão ser adiantados em uma hora. A medida, adotada para economizar energia no horário de maior consumo, se estenderá por 126 dias, até 22 de fevereiro de 2015.

Diferente das outras edições que têm 121 dias, os cinco dias a mais possibilitarão o ganho de 0,4% no armazenamento das hidrelétricas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e de 1,1% no subsistema Sul.

O Secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), Ildo Grüdtner, afirmou que a economia prevista nessa temporada com a medida é de R$ 278 milhões, com redução de 4,5% na demanda em todo o País no horário de maior consumo, ou 2.595 MW.

Banhistas aproveitam dia de sol para se refrescar nas praias do RioFoto%3A Alessandro Buzas / Agência O Dia

Essa é a 39ª Edição do Horário Brasileiro de Verão, que abrange 10 estados e o Distrito Federal. Nos últimos 10 anos, a medida possibilitou redução média de 4,6% na demanda por energia no horário de maior consumo, a hora de ponta de carga (entre 18h e 21h).

Para o período 2014/2015, espera-se uma redução de 1.970 MW de demanda na hora de ponta de carga no subsistema Sudeste/Centro-Oeste – que equivale a quase o dobro da carga demandada por Brasília no horário de ponta noturna - e de 625 MW no subsistema Sul, equivalente a aproximadamente 75% carga de Curitiba, também no horário de ponta noturna. A redução no consumo de energia durante o período é estimado em 195 MW médios no subsistema Sudeste/Centro-Oeste e de 55 MW médios no Sul.

"Com o Horário de Verão, buscamos um melhor aproveitamento da luz do sol e maior racionalidade no uso da eletricidade", afirmou o secretário de energia elétrica do MME, Ildo Grüdtner.

Instituído em 1931, o horário de verão apresenta indicadores positivos para Setor Elétrico e para o País. Ao ano, cerca de R$ 4 bilhões que seriam gastos para atender a demanda prevista sem a medida deixam de ser gastos.

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