Por bferreira

Itália - Solto na noite de ontem após a Justiça italiana rejeitar o pedido de extradição, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato disse que sua condenação foi injusta. “Eu não fugi, salvei minha vida. Você não acha que salvar a vida não vale a pena?”, afirmou a jornalistas.

Pizzolato fugiu do Brasil depois de sua condenação pelo STF a 12 anosReprodução Internet

"Fiz meu trabalho no banco, o banco não encontrou nenhum erro no meu trabalho. O banco sempre disse que não sumiu um centavo. Não é um banco pequeno, é o maior banco da América Latina, é um banco que tem um enorme sistema de controle", completou.

Mais cedo, a Corte de Apelações do Tribunal de Bolonha, na Itália, negou o pedido de extradição de Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão no processo do mensalão. A Advocacia Geral da União (AGU) informou que pretende recorrer da decisão à Corte de Cassação, em Roma.

Após cinco horas de audiência, a Justiça decidiu que Pizzolato não poderia ser devolvido ao Brasil dada as más condições das prisões brasileiras, do seu estado de saúde e por ele ter cidadania italiana. Segundo a defesa, o réu tem "graves problemas psiquiátricos". O Ministério Público da Itália havia se posicionado favorável à extradição no primeiro semestre deste ano.

Em setembro de 2013, ele fugiu do Brasil e foi para a Itália com um passaporte italiano no nome do irmão, Celso, morto em 1978. Ele foi preso em Maranello, no Norte da Itália, . Cidadão italiano, ele ficou preso durante todo o processo no presídio Sant’Anna di Modena, na cidade italiana de Modena.

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