Por daniela.lima

São Paulo - Aproximadamente mil pessoas ocuparam ontem a Avenida Paulista, em São Paulo, para pedir a deposição da presidenta Dilma Rousseff (PT). Eles mostraram inconformidade com a votação que garantiu a reeleição da governante com 54.501.118 de votos em 26 de outubro.

Com faixas e cartazes, além de contestarem Dilma, manifestantes se posicionaram contra o regime democrático. E pediram até a intervenção militar para acabar com o direito de voto.

O protesto foi liderado por Eduardo Bolsonaro, deputado eleito pelo PSC para a Câmara dos Deputados por São Paulo. O político aproveitou para lançar a candidatura à Presidência do pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Em tom agressivo, Eduardo Bolsonaro disse, do alto de um carro de som, que, se tivesse concorrido este ano, seu pai teria “fuzilado” a presidenta Dilma. E afirmou que preferia votar em Marco Willians Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital, a principal organização criminosa de São Paulo, e condenado a 44 anos por assassinatos, roubo e tráfico de drogas.

Também na manifestação, o cantor Lobão tentou amenizar a pregação contra a democracia. Disse, apesar dos gritos e das faixas pedindo a intervenção militar, que não defendia a ditadura. “Exigimos a recontabilização (sic) dos votos. Não tem ninguém golpista aqui”.

Esta semana, o PSDB protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de auditoria na votação do segundo turno da eleição presidencial. A solicitação foi criticada pelo corregedor da Justiça Eleitoral João Otávio de Noronha, por considerar que ela contestava a eleição.

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