Por daniela.lima

São Paulo - Um grupo estimado pela Polícia Militar em 300 pessoas participou na tarde de ontem no bairro de Pinheiros, na capital de São Paulo, da manifestação ‘Alckmin, cadê a água?’, um protesto contra a falta d’água no estado. Enrolados em toalhas e de chinelos de dedos, os manifestantes carregavam faixas e cartazes e gritavam frase contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB). 

Manifestantes se enrolaram em toalhas para protestar contra a falta de água no estado e criticar as ações do governador Geraldo AlckminRafael Arbex / AE


O protesto misturou revolta e bom humor e, entre as reivindicações apresentadas pelos participantes, estava a de poder tomar um banho. Em muitas cidades paulistas e bairros da capital, com racionamento de água, moradores são obrigados a limitar o número de banhos. 

A manifestação começou às 15h, no Largo da Batata, e terminou por volta das 17h20 em frente a uma unidade da Empresa Paulista de Saneamento e Abastecimento (Sabesp). A marcha foi organizada por sindicatos de trabalhadores e partidos políticos. 

E, apesar de ter chovido na sexta-feira em São Paulo, a situação do abastecimento de água tende a piorar. Ontem, o Sistema Cantareira, que abastece cerca de oito milhões de pessoas na Região Metropolitana, operava com 12,2% de sua capacidade, com queda de dois pontos percentuais em relação ao dia anterior. 

Ontem, mesmo com nova queda dos níveis do reservatório, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que não vê necessidade de racionamento. Para ele, não há nenhuma expectativa nesse sentido, porque, segundo o político, do ponto de vista técnico, “seria um erro”. 

Ele informou que enviou na quinta-feira à presidenta Dilma Rousseff propostas para melhorar o abastecimento em São Paulo. Mas não quis detalhar quais e quantas propostas foram feitas. Mesmo assim, disse estar otimista com a resposta.

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