Por thiago.antunes

Minas Gerais - O Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou, na segunda-feira, dois pedidos dos advogados do goleiro Bruno Fernandes, que pediram que o ex-atleta do Flamengo tivesse a pena revista para atuar no Montes Claros Futebol Clube. Bruno foi condenado em março de 2013 a 22 anos e três meses em regime fechado pela morte da modelo Eliza Samudio, em junho de 2010. Ele cumpre pena no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, unidade de segurança máxima do sistema prisional mineiro.

Bruno está preso desde 2010%2C acusado de participar do assassinato de Eliza SamudioReprodução

Não é a primeira vez que os advogados do goleiro tentam o pedido. Em junho deste ano,o juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, negoun autorização para que Bruno pudesse treinar e jogar pelo Montes Claros, deixando a penitenciária das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira, e nos finais de semana em que ocorressem jogos oficiais.

Famblo Santos Costa, que julgou a ação, afirmou que destacou a solicitação “caracteriza medida isolada de privilégio”, já que o goleiro cumpre regime fechado. Por conta da pena, o magistrado destacou que Bruno não 'pode exercer os deveres legais de um atleta profissional, que tem regras e uma rotina específica de treinos'. Costa também ressaltou que no processo não consta ocontrato de trabalho, cópia de carteira de trabalho assinada e nem estatuto comercial do Montes Claros sobre o contrato de Bruno.

Julgamento do ex-goleiro Bruno sobre a morte da estudante Eliza SamudioDivulgação


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