Por tamara.coimbra

Pará - Ao menos sete pessoas foram assassinadas na noite desta terça-feira em cinco bairros distintos de Belém, informou a Polícia Militar nesta quarta. Os homicídios ocorreram após o cabo da PM Antônio Marcos da Silva Figueiredo, de 43 anos, ser morto a tiros perto da rua onde morava, no bairro Guamá. Segundo o Instituto Médico Legal (IML), os homicídios tem perfis de execução. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil está investigando o caso, e verifica se há alguma relação entre eles.

De acordo com informações, o cabo Antônio Figueiredo estava chegando em casa quando foi abordado por três homens, que atiraram contra ele. Os criminosos fugiram e, até as 10h desta quarta não haviam sido presos. Segundo a Corregedoria da PM, Figueiredo estava respondendo a um processo na Justiça comum por homicídio, e também estava afastado das atividades por um problema de saúde.

Logo após a morte do policial, começaram a circular informações nas redes sociais de que ocorria uma chacina nos bairros periféricos da cidade. Além disso, relatavam que dezenas de pessoas já haviam sido mortas. Porém, o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves confirma apenas oito homicídios — incluindo a do PM —, e informou que a identificação dos corpos está sendo feita na manhã desta quarta.

Alguns vídeos e áudios de supostos tiros estão sendo publicados na Internet e compartilhado entre moradores de Belém. Na ocasião, há perfis atribuídos a policiais que convocam para a "chacina". Uma mensagem de voz chegou a ser compartilhada por meio de um aplicativo de celular, onde uma pessoa pedia para moradores do bairro Guamá não fossem para a rua porque um policial havia sido morto e eles iriam fazer uma "limpeza" na área. Já na manhã desta quarta, surgiram outras informações atribuídas a criminosos dizendo que haveria uma "revanche".

Segundo a Polícia Militar, quatro das mortes que ocorreram na noite desta terça-feira aconteceram no bairro Terra Firme, uma no Marco, uma no Guamá, uma no Jurunas e uma no Sideral. O Comando Geral da Polícia Militar apura as denúncias relativas aos casos e solicitou reforço das equipes através do Comando de Missões Especiais e do serviço de inteligência da PM.

Você pode gostar