Por victor.duarte

Brasília - As entidades representativas da Advocacia Pública Federal, a União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (Unafe) e o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), iniciaram em outubro a elaboração do processo de lista tríplice a fim de viabilizar a indicação de um nome para novo Advogado-Geral da União.

A iniciativa surgiu a partir de anseios dos membros da AGU, que sinalizaram às entidades a pretensão de opinar na escolha do novo chefe da Instituição. É consenso entre os membros da AGU que um integrante das carreiras chefie a Instituição. A lista, que tem caráter de sugestão, será levada à Presidência da República e poderá ser usada caso haja mudança na titularidade do cargo, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

As entidades instalaram um sistema exclusivo de votação, onde cada Advogado Público Federal pôde indicar seis nomes na primeira fase e votar na segunda fase dentre estes seis mais indicados, em três nomes, formando a lista tríplice. Participaram do processo de votação 1.447 membros das carreiras, totalizando quase 5.000 votos, entre Procuradores Federais, Procuradores da Fazenda Nacional, Advogados da União e Procuradores do Banco Central.

O Diretor-Geral da UNAFE, Roberto Mota, enfatiza a importância do processo democrático para a escolha do novo chefe da AGU. "O processo de escolha de um Advogado-Geral da União de carreira sugerido pelos pares é um passo importante para a consolidação da importância institucional da AGU”.

Compõe a lista tríplice, Carlos Marden, Procurador Federal, Aldemario Araujo Castro, Procurador da Fazenda Nacional, e Manuel de Medeiros Dantas, Advogado da União.

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