Mutirão vai disponibilizar 200 mil testes para HIV em São Paulo

Objetivo é incentivar o diagnóstico precoce da infecção do vírus

Por O Dia

São Paulo - Durante cinco dias, serão disponibilizados cerca de 200 mil testes gratuitos para HIV em 549 municípios do estado de São Paulo. A ação faz parte da campanha Fique Sabendo, em sua 7ª edição, e marca o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado nesta segunda-feira.

O objetivo é incentivar o diagnóstico precoce da infecção pelo vírus do HIV, causador da aids, e que pode ser sexualmente transmissível. Os interessados devem procurar – a partir desta segunda (de 1 a 5 de dezembro) - uma das 3,3 mil unidades de saúde que irão dispor do serviço.

Além dos exames rápidos digitais, no qual se coleta uma gota de sangue como material de análise, 217 municípios vão utilizar também o teste rápido por fluido oral. O exame por fluido oral detecta a presença de anticorpos e o resultado é obtido em cerca de 30 minutos.

Serão disponibilizados cerca de 200 mil testes gratuitos para HIV em 549 municípios do estado de SPDivulgação

Em ambos os casos, é mantida é a privacidade e o sigilo de cada resultado, conforme destacou a Secretaria Estadual de Saúde, que promove o mutirão. Durante a campanha, serão distribuídos também 8 milhões de preservativos masculinos, além de 7 milhões de panfletos e 15 mil cartazes.

Outro evento que marca o Dia Mundial de Luta Contra a Aids em São Paulo é a soltura de 4 mil balões vermelhos no céu da capital paulista. A ação de conscientização simbólica ocorre há 20 anos no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da Secretaria de Estado da Saúde, que é referência internacional para o tratamento de doenças infecciosas. Antes da soltura dos balões, prevista para as 12h, o instituto promove um simpósio que discute o panorama da aids no mundo e as pesquisas que podem levar à cura.

Participam do debate o médico infectologista Luiz Carlos Pereira, diretor técnico do Emílio Ribas, que faz a abertura oficial; o secretário de Saúde David Uip, médico infectologista, que falará sobre a rede estadual de DST-aids; e o infectologista Ésper George Kallás, professor da disciplina de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que discorrerá sobre os avanços nas pesquisas sobre a cura da aids.

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