Armando Monteiro é confirmado como novo ministro do Desenvolvimento

Monteiro, que já presidiu a Confederação Nacional da Indústria (CNI), substituirá Mauro Borges, que está deixando o governo

Por O Dia

Brasília - Na esteira das trocas ministeriais na Fazenda e no Planejamento, a presidenta Dilma Rousseff confirmou, ontem, o nome do senador Armando Monteiro (PTB-PE) para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ainda não há data definida para que ele tome posse. O senador vai despachar na sede da pasta com o atual ministro Mauro Borges, até que a transição seja concluída.

Candidato derrotado ao governo de Pernambuco nas eleições deste ano, Armando tem uma relação próxima com o empresariado. Ele presidiu a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre 2000 e 2010. Em entrevista após o anúncio de seu nome, afirmou que a queda na exportação de manufaturados brasileiros é preocupante e prometeu medidas para aumentar a competitividade do setor, como a simplificação tributária e a renovação do parque fabril do país.

Armando Monteiro é anunciado novo ministro do DesenvolvimentoDivulgação

“O crescimento das exportações depende crucialmente da agenda da competitividade, porque há um acirramento da competição em escala global, dada a queda do nível do comércio internacional”, afirmou.

A escolha foi elogiada por entidades do setor. A Federação das Indústrias do Rio (Firjan) considerou a indicação como “a mais eloquente afirmação de disposição do governo Dilma Rousseff para refundar em bases sólidas e transparentes a interlocução tão necessária com o setor produtivo”.

Monteiro assumirá o cargo em momento delicado. Em novembro, a balança comercial brasileira teve déficit de US$ 2,3 bilhões. Ou seja, o país importou bem mais do que exportou no mês. Foi o pior resultado registrado desde o início da série histórica, em 1994. No mês, o país importou US$ 17,9 bilhões e exportou US$ 15,6 bilhões. Entre os produtores manufaturados, veículos de carga tiveram queda de 46,8% e a exportação de automóveis de passageiros teve retração de 39,8%.