MP cobra R$ 418 milhões de corrupção nos trens de SP

Dinheiro teria sido desviado nos governos de Mário Covas e de Alckmin, do PSDB

Por O Dia

São Paulo - O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública contra 11 empresas pedindo que devolvam R$ 418 milhões aos cofres públicos. O dinheiro teria sido desviado de contratos de manutenção de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em 2001 e 2002, nos governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin, do PSDB.

O montante, ainda não corrigido, inclui uma multa a título de danos morais à coletividade. A previsão dos promotores paulistas é de que, com reajuste monetário e juros aplicados, o valor a ser devolvido chegue a cerca de R$ 800 milhões.

No processo encaminhado à Vara da Fazenda Pública da capital paulista, a Promotoria do Patrimônio Público informa que há indícios de formação de cartel na celebração de três contratos para manutenção de trens das séries 2000, 2100 e 3000. “Ainda não se sabe por que a CPTM resolveu terceirizar o serviço, mesmo tendo corpo próprio de funcionários. Ela entendeu que era mais vantajoso contratar empresas para fazê-la e, lamentavelmente, o que se operou foi esse cartel no qual se faziam simulacros de concorrência”, afirmou o promotor Marcelo Milani.

Ele defendeu o afastamento da direção da CPTM por causa dos recentes indícios de irregularidades.“Tenho a certeza que eles têm de ser afastados, mas não sou o governador”, disse.

O Ministério Público de São Paulo pediu também à Vara da Fazenda Pública a anulação dos três contratos e a dissolução de 10 empresas: Alstom, Siemens, CAF Brasil, TTrans, Bombardier, MGE, Mitsui, Temoinsa, Tejofran e MPE.

O Ministério Público da Suíça vai entregar ao Brasil processos de investigações criminais ontra os suspeitos de formar o cartel dos trens em São Paulo. Com isso, a a Justiça brasileira receberá os detalhes de todas as contas do envolvidos e que hoje estão bloqueadas.

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