São Paulo: Polícia confirma que incêndio em universidade foi criminoso

Em depoimento, diretora confirmou que antes do foco principal atingir os últimos andares do prédio, dois outros menores aconteceram para 'desviar atenção da brigada'

Por O Dia

São Paulo - A Polícia Civil confirmou que o incêndio que atingiu na Uniesp, na República, no centro de São Paulo, na semana passada, foi criminoso. O fogo atingiu os últimos andares do prédio, que fica na rua Conselheiro Crispiniano, e matou uma auxilar de limpeza. Nesta terça-feira, os policiais ouviram depoimento da diretora da instituição, Márcia Regina dos Santos Feldman.

De acordo com o delegado, Arariboia Fuzita Tavares, responsável pelas investigações, o depoimento da diretora Márcia Regina dos Santos Feldman confirmou que antes do foco de incêndio principal no 13º andar houveram dois outros menores "para desviar a atenção da brigada". "As investigações mostraram que o incêndio foi criminoso. A diretora confirmou os dois primeiros focos e isso é suficiente para confirmar que foi proposital", diz Tavares.

Parte do prédio tomado pelo fogo na República%2C em SPReprodução Twitter

Para ouvir a diretora, os policiais tiveram que buscá-la na universidade porque ela não foi à delegacia prestar o depoimento nas outras vezes que foi acionada. "Ela foi mal orientada pelo advogado e disse também que estava nervosa por causa da repercussão que o caso tomou e nervosa com a imprensa", afirmou Taveres. Os próximos passos da investigação serão ouvir funcionários e alunos e buscar imagens de câmeras que possam dar pistas do autor (ou autores) do atentado.

Caso

As chamas atingiram os últimos andares do edifício na tarde de quarta-feira (3). A auxiliar de limpeza Eliana Quintino, de 49 anos, foi encontrada dentro de um dos elevadores no 14º andar do prédio.

Nota publicada no site da universidade informou que a funcionária "havia decidido, por conta própria, voltar ao prédio para retirar seus pertences". Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. "A Uniesp lamenta profundamente a perda da funcionária Eliana Quintino e informa que presta toda a assistência necessária aos seus familiares", diz em nota.

O prédio segue interditado desde então e, segundo a universidade, as aulas estão sendo realizadas em outro campus, próximo ao local.

Apesar da nota da universidade dizer que "prédio se encontrava em perfeitas condições de uso, inclusive com o projeto técnico aprovado pelo Corpo de Bombeiros, e com todas as melhorias solicitadas já realizadas", a polícia informou que o edifício não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros necessário par ao funcionamento.

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