Em tempos de Olimpíada, PMDB tenta controlar Ministério do Esporte

Partido espera contar com visibilidade da pasta, responsável por toda preparação para evento esportivo, para cacifar Pedro Paulo Teixeira como candidato à Prefeitura do Rio em 2016

Por O Dia

Brasília - A parte do governo que caberá ao PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer e maior aliado do governo, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff deverá ser anunciada até o dia 17 de dezembro. Esse é o compromisso assumido pela presidente com Temer, de acordo com integrantes do partido.

Mas, além dos cinco ministérios que o partido controla atualmente, o PMDB também tem pedido à presidente a pasta do Esporte. A reinvindicação é do partido no Rio de Janeiro que, apesar das dissidências em favor do candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, manteve a aliança formal com Dilma.

Braço direito do prefeito Eduardo Paes, Pedro Paulo é a indicação do PMDB no Rio para o Ministério do EsporteEstefan Radovicz / Agência O Dia (arquivo)

Além da pasta, outro cargo reivindicado pelo PMDB é o de Autoridade Pública Olímpica (APO), função responsável por representar o governo federal no consórcio que tem por objetivo coordenar a preparação do evento internacional.

A parte dilmista do PMDB fluminense é puxada principalmente pelo prefeito da capital, Eduardo Paes; pelo governador reeleito, Luiz Fernando Pezão, amigo da presidente; e pelo ex-governador Sérgio Cabral, que desistiu da disputa pelo Senado após amargar o desgaste provocado pelas manifestações de junho de 2013.

Leia: PTB abre as portas para Eduardo Paes e Pedro Paulo em 2016

O nome do partido para o Esporte é o do deputado federal Pedro Paulo Teixeira, ex-chefe da Casa Civil de Paes. A eventual ida de Pedro Paulo para a pasta, que comandará toda parte governamental de preparação para as Olimpíadas, serviria para cacifar seu nome à disputa da sucessão de Paes em 2016.

O assunto deverá ser tratado por Dilma já nesta sexta-feira. A presidente deverá aproveitar sua viagem ao Rio para almoçar com o governador Pezão e com seus companheiros de partido.

Equação

O Ministério do Esporte é hoje comandado pelo PCdoB, com o ministro Aldo Rebelo, que anunciou, que deixaria a pasta até o fim deste ano. Caso atenda à reinvindicação do PMDB, a presidente terá de realocar o partido em outra posição na Esplanada. Uma das opções seria o Ministério da Cultura, deixado pela petista Marta Suplicy há cerca de um mês e cobiçado por parte do PT.

Integrantes do PCdoB querem manter a pasta e alegam que Rebelo já está convencido a permanecer no cargo caso Dilma decida manter o ministério com os comunistas. Além disso, a sigla alega que Aldo deixou de disputar eleições neste ano a pedido da presidente e seria justo que ele permanecesse como ministro.

Da lista do PMDB entregue a Dilma também constam as sugestões do senador Eduardo Braga (AM) para o Ministério de Minas e Energia; de Eliseu Padilha para o Ministério do Turismo; de Eunicio de Oliveira para a Integração Nacional; de Henrique Eduardo Alves para a Previdência; e de Moreira Franco para continuar a frente da Secretaria de Aviação Civil.

As informações são de Luciana Lima, do iG Brasília.

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