Gabriel Medina pede ajuda para desabrigados do litoral de São Paulo

Surfista campeão mundial dará pranchas autografadas aos maiores doadores

Por O Dia

Foto postada por Medina no Instagram mostra ajuda de surfistasDivulgação

São Paulo - O título mundial de surfe ficou para trás. Comovido com as cenas provocadas pelas fortes chuvas que caíram no litoral paulista entre segunda e quarta-feira, deixando centenas de moradores desabrigados, o surfista Gabriel Medina, de 21 anos, usou as redes sociais na madrugada de Natal para pedir ajuda para a população mais pobre da região.

Até mesmo a casa de Medina na Praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral norte do estado, sofreu: a sala de troféus do campeão foi invadida pelas águas.

Ele prometeu sortear uma prancha autografada. “Galera, a situação aqui em São Sebastião está difícil. Muitas famílias desabrigadas que perderam tudo. Precisamos da ajuda de vocês”, escreveu o surfista. O campeão pediu cobertores, eletrodomésticos usados, alimentos não-perecíveis e produtos de higiene pessoal. “Tudo será bem-vindo”, postou Medina.

O surfista indicou o Clubinho de Maresias como destino para os donativos e divulgou ainda o número da conta da Sociedade Recreativa e Beneficente de Maresias para receber doações em dinheiro, que ajudem os desabrigados a reerguer suas vidas. Medina chegou a Maresias na quarta-feira.

Apesar de ter parado de chover ontem, os problemas na cidade cancelaram a carreata que seria feita em Maresias em homenagem ao título conquistado, na sexta-feira, por seu filho ilustre.

A Associação de Surfistas de Maresias também entrou na batalha para minimizar os estragos. Muitos surfistas entraram em ação ontem com suas pranchas e remos para socorrer caiçaras ilhados por causa das cheias dos rios que chegam ao litoral.

GRANIZO NA CAPITAL

Na capital São Paulo, voltou a chover no início da tarde de ontem, quando caiu granizo, derrubando árvores e causando transtornos. Por causa da nova tempestade, a cidade entrou em estado de atenção para alagamentos, voltando ao estado de observação no fim da tarde — 13 pontos foram inundados. O Aeroporto de Congonhas chegou a ser fechado por seis minutos.

Se, por um lado, a cidade e o litoral sofrem com as chuvas, por outro o Sistema Cantareira, que abastece a maioria das casas na capital, sofre um alívio.

Ontem, pelo segundo dia seguido, mesmo sem chuvas até o horário da medição, o sistema subiu mais um pouco, indo de 7 para 7,2% de sua capacidade. Na terça-feira, o nível do Cantareira registrava 6,7% de volume, já incluindo a segunda cota do volume morto. Desde abril, o sistema não apresentava elevação do seu nível.

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