Por thiago.antunes
Publicado 04/01/2015 00:19

Brasília - Apenas um dia após ter anunciado proposta para mudar a regra de reajuste do salário mínimo, o novo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, voltou atrás e anunciou que a regra atual será mantida. O desmentido teria sido determinado diretamente pela presidenta Dilma Rousseff, depois da repercussão negativa do anúncio de mudança.

Em nota à imprensa, o Ministério do Planejamento informou que “a proposta de valorização do salário mínimo a partir de 2016 seguirá a regra de reajuste atualmente vigente”. O texto diz ainda que “essa proposta requer um novo projeto de lei, que deverá ser enviado ao Congresso Nacional ao longo deste ano”.

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Ao tomar posse, na manhã na sexta-feira, o ministro afirmou que seriam apresentadas mudanças na regra de reajuste do salário mínimo a partir de 2016. “Vamos propor uma nova regra para 2016 a 2019 nos próximos meses. Continuará a haver aumento real do salário mínimo”, disse Barbosa ao receber o cargo da ex-ministra Miriam Belchior.

Na tarde do mesmo dia, horas após seu discurso de posse, o ministro já sinalizava a possibilidade de recuo. Ao portal iG, o ministro disse que o assunto ainda não havia sido decidido com a presidente reeleita, Dilma Rousseff. “Não conversamos sobre isso. A única coisa que sabemos é continuará a política de aumento real do mínimo”, afirmou Barbosa. “Manter esta regra é uma das possibilidades. Mas temos que conversar ainda”, completou.

Inflação mais PIB

Hoje, a correção do salário leva em conta a variação da inflação do ano anterior, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor do ano anterior, mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. A fórmula foi negociada ainda no Governo Lula em acordo com as centrais sindicais. Até então, o reajuste do piso envolvia polêmica e muitas vezes ficava abaixo da inflação.

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