Ato contra aumento de tarifas termina em tumulto

Em São Paulo, manifestantes depredaram agências bancárias e tentaram atear fogo em lixo. Polícia Militar reagiu com bombas de efeito moral e prendeu 51 pessoas

Por O Dia

São Paulo - Terminou em tumulto o protesto em São Paulo contra o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem. Um grupo de pessoas depredou lojas, quebrou vidros de duas agências bancárias e de uma concessionária de carros. A Polícia Militar usou bombas de efeito moral e balas de borracha. Pelo menos 51 pessoas foram detidas.

Manifestantes protestam contra aumento das passagens em São PauloReprodução Facebook

Em Minas Gerais, o Tribunal de Justiça suspendeu ontem o reajuste das tarifas de ônibus de Belo Horizonte, ocorrido há duas semanas. A tarifa havia aumentado de R$ 2,85 para R$ 3,10 - um reajuste de 8,5%, em média.

Organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL), a manifestação em São Paulo reuniu cerca de duas mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e começou de forma pacífica, em frente ao Teatro Municipal, na região central de São Paulo. A confusão começou quando um grupo de manifestantes tentou atear fogo em sacos de lixo. Eles depredaram os vidros de duas agências bancárias e picharam um ponto de ônibus. Alguns manifestantes também entraram em confronto com os policiais militares e atiraram pedras em carros da PM, que reagiu com bombas de efeito moral.

Cerca de 800 policiais militares acompanharam a manifestação pelas ruas do centro da capital paulista. Os PMs foram orientados a impedir a entrada de pessoas no ato que estavam com máscaras de proteção contra gases. Também foi proibida a entrada de pessoas portando vasilhames com vinagre.Pelo menos duas estações de metrô próximas ao ato foram fechadas. A PM encerrou o protesto antes que ele chegasse à Avenida Paulista, onde deveria terminar.

As passagens estão mais caras em São Paulo desde a última terça-feira, quando passaram de R$ 3 para R$ 3,50. O valor não subia desde 2011 nos ônibus e, desde 2012, no caso dos trens e metrô.

Apesar do tumulto, o ato foi bem menor do que os protestos de 2013, quando uma série de manifestações fez com que os governos estadual e municipal recuassem e desistissem de reajustar os valores das passagens.

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