Por felipe.martins, felipe.martins
São Paulo  -  O presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, admitiu nesta quarta-feira que o reservatório do Sistema Cantareira, que abastece 6,5 milhões de pessoas da Região Metropolitana da capital paulista e ontem estava com 6,3% de sua capacidade, pode secar em março. Por isso, determinou a redução da captação.
Kelman alegou que as chuvas que vêm atingindo a Região Metropolitana não melhoraram o nível no reservatório porque caem longe do Cantareira. Ele admitiu adotar restrições ao consumo de água, como o rodízio da distribuição. “Se não chover, o sofrimento da população vai aumentar. Temos que evitar o caos maior. Não podemos deixar faltar águas nos hospitais e nas escolas”, justificou Kelman.
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A redução da vazão em alguns períodos dia, segundo especialistas, pode diminuir o consumo, mas vai causar falta de água, principalmente em regiões mais altas. Ontem, Kelman confirmou que a medida deixará um número ainda maior de pessoas sem água na torneira.
ALCKMIN MUDA DISCURSO
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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu ontem, pela primeira vez, que a população do estado vive sob racionamento de água. “O racionamento já existe, quando a ANA (Agência Nacional de Águas) determina. Quando ela diz que tem que reduzir de 33 para 17 (metros cúbicos por segundo) no Cantareira, é óbvio que você já está em restrição”, disse o tucano que, na campanha para a reeleição sempre negou a possibilidade de racionamento.
Voltou a chover forte ontem na Região Metropolitana de São Paulo, de manhã e no fim da tarde. Por volta das 18h30, a prefeitura decretou estado de atenção. Caiu granizo nos bairros do Brás, Mooca, Saúde, Jaguaré e Campos Elísios. À noite, 300 mil residências continuavam sem energia elétrica por causa do temporal de segunda-feira.
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