Por felipe.martins

São Paulo - Aproximadamente três mil pessoas protestaram no fim da tarde e na noite desta sexta-feira contra o aumentos das passagens de ônibus, trens e metrô em São Paulo. Convocadas pelo Movimento Passe Livre (MPL), elas se concentraram a partir do fim da tarde na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, de onde partiram em caminhada em direção à sede da prefeitura.

A manifestação foi acompanhada de perto por policiais militares. E, durante o trajeto, os participantes, a maioria jovens, gritava palavras de ordens e críticas ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), que autorizaram os aumentos na tarifas.

A caminhada foi pacífica até por volta das 19h30, quando, ao passar perto da Igreja da Consolação, na Rua da Conceição, grupos de mascarados e de pessoas com as camisas escondendo os rostos furaram o bloqueio policial e se misturaram à manifestação.

Os policiais passaram, então, a jogar contra o grupo bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. Os mascarados soltaram rojões em direção aos agentes e pelo menos dois carros da PM foram atingidos e danificados.

TUMULTO NA PREFEITURA

Por volta das 20h30, os manifestantes chegaram ao Viaduto do Chá, perto da sede da prefeitura, mas não puderam se aproximar do prédio porque policiais militares montaram um cordão de isolamento. Houve confronto, e a polícia novamente usou bombas contra a multidão, que se dispersou.

Segundo a Polícia Militar, durante a manifestação, orelhões foram destruídos e pelo menos três agências bancárias, duas da Caixa Econômica Federal e uma do Banco do Brasil, foram atacadas e tiveram vidros quebrados. Até as 22h, não havia sido divulgada informação sobre nenhuma prisão.

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