Por felipe.martins, felipe.martins
Maranhão - Depois de mais de duas décadas, a Fundação José Sarney fechou suas portas com a demissão dos 48 servidores comissionados que trabalhavam no local. O fechamento da Fundação foi determinado pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), que assumiu o comando do estado no dia 1º de janeiro. Dino e Sarney são inimigos políticos.
Batizada de Fundação da Memória Republicana, a Fundação é um museu criado pelo próprio José Sarney que tem como função guardar a memória de sua passagem pela Presidência da República.Segundo o secretário de Articulação Política do atual governo do Maranhão, Márcio Jerry (PC do B), “a Fundação José Sarney não é preocupação prioritária do governo”. Ele acusou a Fundação de servir a fins privados.
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“Solicitamos um estudo para saber a que se destinam os recursos públicos dentro do museu. Uma instituição pública não pode se prestar a atender interesses privados. A proposta também trata de explicar porquê um museu destinado a guardar a memória de todos os ex-presidentes guarda somente a memória de um (José Sarney)”, observou o secretário.
A presidente da Fundação Anna Graziela Costa, reagiu. “Não há culto à personalidade de Sarney, o que contamos para o Brasil e o Maranhão é uma parte da história da República. Só existe uma sala em toda nossa estrutura com o acervo do José Sarney”, afirmou Anna, que foi chefe da Casa Civil do governo de Roseana Sarney.
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