Sem aliados, Psol lança Chico Alencar à presidência da Câmara

Eleição está marcada para o dia 1º de fevereiro; quatro deputados disputam o cargo

Por O Dia

Rio - Favorito na disputa pela presidência da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) corre o risco de ter dificuldades para se eleger no primeiro turno. Desde esta sexta-feira, a eleição pelo comando da Casa conta com mais um candidato: Chico Alencar, do Psol do Rio.

A oito dias da eleição%2C Chico Alencar anunciou nesta sexta sua candidaturaABr

Agora, são quatro os postulantes, o que dificulta a obtenção dos 257 votos para evitar o segundo turno. Quanto mais candidatos, mais os votos se dividem. A eleição será no dia 1º. Além de Eduardo Cunha, Chico vai enfrentar os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG). Ao contrário de seus adversários, ele pretende fazer campanha mais “modesta” e , por enquanto, sem o apoio de outras legendas.

De acordo com o deputado, ele não vai visitar os 27 estados em jatinhos particulares nem promover jantares. Menos ainda, diz ele, vai imprimir cartazes, que classifica como “absurdo”. “Todo o mundo sabe quem é quem. Não é como numa eleição geral. É abuso de poder econômico”, enfatizou.

Segundo Chico Alencar, sua candidatura deverá ganhar corpo com o eventual envolvimento de “figurões” das outras três legendas nas denúncias da Operação Lava Jato. “Há um constrangimento geral”, argumentou.

Chico preferiu, no entanto, não adiantar qual candidato o Psol vai apoiar em caso de segundo turno. Disse apenas que o apoio será dado ao partido que tiver mais afinidade com as causas defendidas pelo Psol.

Em 2013, Chico Alencar tentou a presidência da Câmara, numa espécie de anticandidatura. Na época, amargou um quarto lugar, com apenas 11 votos — no total, são 513 deputados. Com uma bancada de cinco deputados federais a partir de 1º de fevereiro, Chico julga que o Psol não teria dificuldades para dirigir a Câmara. “Temos plenas condições de fazer uma administração mais austera. Reduziríamos gastos com combustível e papel, por exemplo. Trataríamos de pautas de interesse da sociedade, como o fim do financiamento empresarial de campanhas.”

Propostas só na terça-feira

Chico Alencar criticou ainda o formato da disputa pela presidência da Câmara, que, segundo ele, mais se parece com o de uma eleição sindical do que propriamente a de uma casa legislativa. Para ele, são muitas as promessas feitas com o intuito de angariar votos dos pares, como “aplicação de verba de gabinete, a criação de anexo e facilitação da vida dos parlamentares”.

A disputa tem, porém, a ver também com quem assume a Presidência da República, na ausência do titular e do vice. Chico Alencar preferiu, no entanto, deixar somente para a terça-feira os detalhes de suas propostas para a Câmara.

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