Por paulo.lima
Publicado 27/01/2015 19:49 | Atualizado 27/01/2015 20:01

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff realizou seu primeiro discurso ministerial após ser empossada na tarde desta terça-feira, na Granja do Torto, uma das residências oficiais da presidência da república, localizada em Brasília. Na reunião, todos os 39 ministros compareceram, mas não falaram com a imprensa antes do pronunciamento da presidenta.

Dilma reafirmou compromissos de campanha como combate a corrupção e garantia dos programas sociaisRoberto Stuckert/Presidência da República


Dilma começou seu discurso por volta das 16h30 com uma mensagem para os ministros ali presentes. "A minha primeira recomendação para vocês [ministros] é trabalhar muito para que nós possamos dar sequência ao projeto político que implantamos desde 2003, e que sabemos que o Brasil mudou para muito melhor", disse a presidenta, que começou o discurso falando sobre os ajustes econômicos no Brasil.

"Os ajustes que estamos fazendo são necessários para manter o rumo preservando as prioridades sociais que iniciamos há 12 anos. As medidas que iniciamos e consolidaremos vão continuar o projeto vitorioso nas urnas", disse a presidenta em tom otimista. Dilma também disse que é preciso manter o desenvolvimento econômico do país, apesar do cenário internacional desfavorável.

"Precisamos de reequilíbrio fiscal para recuperar o crescimento da economia [...] garantido a continuidade da criação de emprego e desenvolvimento da renda.", declarou Dilma, que também defendeu para que haja "continuidade" em seu governo com mudanças. Falando sobre o equilíbrio fiscal, a presidenta contou que este deve ser feito de forma gradual para que haja manutenção dos programas sociais.

Discurso ocorreu durante a primeira reunião ministerial%2C na Granja do TortoRoberto Stuckert/Presidência da República


"São passos na direção de um equilíbrio fiscal que irão permitir preservar os programa sociais, por exemplo Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, Mais Médicos [...] e o ProUni", disse Dilma. Sobre os direitos dos trabalhadores, a presidente foi enfática: ""os direitos trabalhistas são intocáveis, e não seremos nós, um governo dos trabalhadores, que irão revogá-los", declarou.

Dilma reafirmou o "compromisso de lisura com o dinheiro público" com a confirmação da autonomia dos órgãos públicos de investigação, como a Polícia Federal, e comentou sobre as investigações na Petrobras. "Temos que, principalmente, criar mecanismos que evitem que episódios como este voltem a ocorrer. Temos que saber apurar e punir, sem diminuir a Petrobras", disse a presidenta.

Ainda falando sobre corrupção, Dilma declarou que o combate aos corruptores e corruptos irá continuar no seu segundo mandato. Também comentou que a punição não pode prejudicar as empresas. "Temos que saber punir o crime sem prejudicar a economia e o emprego no país. Temos que fechar a porta para a corrupção [...] isso não pode significar prejudicar as empresas", disse Dilma, que encerrou o discurso esperando "muita cooperação" dos ministros.

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