MG, SP e GO lideram ranking de trabalho escravo no Brasil

De acordo com levantamento do MTE, foram realizadas 248 ações fiscais e o resgate de 1.590 trabalhadores em 2014

Por O Dia

Brasília - Minas Gerais, São Paulo e Goiás lideram o ranking de estados onde foram encontrados mais trabalhadores em condições análogas à escravidão no Brasil em 2014. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta quarta-feira.

De acordo com o levantamento, o MTE realizou 248 ações fiscais e resgatou um total de 1.590 trabalhadores da situação análoga a de escravo, em 2014, em todo país.

Minas Gerais, Pará e São Paulo foram os estados em que mais ocorreram ações fiscais.

As ações fiscais em que mais ocorreram a identificação de trabalhadores em condição análoga à de escravo aconteceram em Macaé (RJ), no setor de construção civil, em que foram identificados 118 trabalhadores em condições análogas à de escravo; Sooretama (ES), em uma colheita de café onde foram indentificados 86 trabalhadores; e em Picos (PI), na coleta da palha da carnaúba, onde a fiscalização encontrou 61 trabalhadores.

Construção civil, agricultura e pecuária estão no topo da lista negra

Construção civil, agricultura, e pecuária foram as atividades nas quais houve o maior número de trabalhadores identificados.

Já as atividades com maior incidência de ações fiscais foram pecuária, construção civil e indústria madeireira.

O MTE também afirma que, de um total de 248 empregadores fiscalizados, em 129 não foram identificados nenhum tipo de trabalho em condições análogas às de escravo.

Agropecuária, setor têxtil e construção lideram civil casos de trabalho escravo em SP

No meio urbano, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro lideram o ranking de estados com mais atuações fiscais do órgão - 59 ações foram realizadas do total de 248 ocorridas em 2014, e 24 destas produziram a identificação de 561 trabalhadores

Os números são decorrentes das ações de fiscalização das equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), diretamente vinculadas à Detrae e também da atuação dos auditores fiscais do Trabalho lotados nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE) em todo país.

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