Chinaglia oferece cargos para minar apoios de deputados a Eduardo Cunha

O alvo são os “indecisos” PR, PP e PRB, que ainda não escolheram candidatos, e, juntos, somam 91 parlamentares

Por O Dia

Rio - Num dos últimos esforços para tentar minar a candidatura de Eduardo Cunha (PMDB) à Presidência da Câmara, o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) reuniu esta quarta-feira em Brasília cinco ministros e representantes de oito partidos para pedir apoio a sua candidatura. O alvo são os “indecisos” PR, PP e PRB, que ainda não escolheram candidatos, e, juntos, somam 91 parlamentares. Em troca, o petista oferece espaços na Mesa Diretora e nas comissões da Casa, pois, como tem a maior bancada, tem a prioridade na escolha dos cargos. “Estamos trabalhando pela presidenta Dilma Rousseff e pela governabilidade”, afirmou o ministro da Integração Nacional Gilberto Occhi (PP).

Cunha pode sofrer um revés no caso do PRB, legenda que prometeu apoiá-lo em dezembro. Os 21 deputados da legenda estão sendo pressionados pelo Planalto, já que George Hilton, ex-líder da bancada foi nomeado por Dilma como ministro dos Esportes. Mas para apoiar Chinaglia, querem ocupar uma das secretarias da mesa e a Comissão de Defesa do Consumidor, espaço considerado ideal para colocar o deputado Celso Russomano, mais votado de São Paulo e que tem o tema como principal plataforma política.

O PRB diz que a decisão sobre qual candidato apoiar sairá após reunião da bancada na sexta-feira, dois dias antes da eleição. “Antes, o Chinaglia não tinha dito se seria candidato, e decidimos apoiar o Cunha. Agora, vamos ter que conversar” afirmou o deputado César Halum (PRB-TO).

Além de Chinaglia, Cunha que várias vezes disse ter certeza de que vencerá no primeiro turno, enfrentará Chico Alencar (Psol) e Júlio Delgado (PSB-MG) nas eleições de domingo. Nos bastidores, ele aposta na “traição” de pelo menos metade da bancada do PSDB, que oficialmente apoia Delgado, para não ter prejuízo com a debandada do PRB. O investimento do peemedebista é feito sobre os novos deputados do partido, visto que caciques tucanos já declararam que, apesar da vitória de Cunha significar prejuízo a Dilma, uma votação muito expressiva poderia atrapalhar o próprio PSDB.

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