Por felipe.martins
Publicado 29/01/2015 00:42 | Atualizado 29/01/2015 00:43

Rio - A falta d’água na região Sudeste foi o tema do encontro entre a presidenta Dilma Rousseff (PT) com os governadores do Rio e de Minas Gerais. Enquanto Luiz Fernando Pezão (PMDB) prometeu medidas “drásticas” se faltar chuva, o governador mineiro Fernando Pimentel (PT) saiu da reunião falando na possibilidade de “racionamento severo” caso não chova e informou que o estado vive “colapso” no fornecimento.

Em discurso feito ontem após a reunião de seu ministério, Dilma pediu esforços de todos os ministros e de órgãos federais para ajudar a superar a “insegurança hídrica”. Segundo o governador de Minas, ela prometeu usar recursos da União em obras, como a que prevê a captação de água do Rio Paraopeba para o Rio Manso.
Na avaliação dele, a situação é grave em todo estado. “Se não chover, se o consumo não cair e se a vazão não aumentar em três meses, vamos ter que racionar severamente”, afirmou o governador de Minas.

O governador mineiro disse que a meta é reduzir em 30% o consumo nos próximos meses e, se a campanha não for suficiente, vai adotar rodízio na distribuição. “Se não for suficiente, vamos para o racionamento. Infelizmente, é a realidade e é algo que já vem ocorrendo desde o ano passado”, disse Pimentel.

Obras podem ir para o PAC

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou que a obra do Rio Manso pode ser incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como a de ligação do Rio Paraíba do Sul (RJ) ao Sistema Cantareira (SP). Segundo ele, ontem foi a primeira vez que Pimentel levou ao governo federal um diagnóstico da situação hídrica de Minas Gerais, e que a solução para o problema envolve obras emergenciais e outras estruturais, com prazo de mais de dez anos.

“O governo federal dará todo o apoio necessário. Isso vai ser trabalhado entre as equipes técnicas e a ideia é que a gente tenha os detalhes até o fim de fevereiro, para o governo definir como pode ajudar o estado nisso”.

Você pode gostar