Por paulo.lima

Brasília - Os governos federal e paulista se reuniram nesta sexta-feira para discutir soluções sobre a falta d'água no estado de São Paulo. Na reunião, houve participação do governador do estado, Geraldo Alckmin, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloísio Mercadante e a presidenta Dilma Rousseff. Uma das propostas seria o desvio das águas do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira, que apresenta níveis críticos.

Represa Atibainha, que faz parte do sistema Cantareira, receberá interligação com a represa Jaguari de Igaratá, parte da bacia do Paraíba do SulGenilson Pessanha/ Folha da Manhã


Também nesta sexta-feira, o governo de São Paulo lançou o edital da obra, que prevê a construção de canais de 19 quilômetros entre as represas Atibainha, que faz parte do sistema Cantareira, e Jaguari de Igaratá, parte da bacia do Paraíba do Sul. A primeira etapa da obra está prevista para concluir em junho de 2016, quando será possível que bombear água do Rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira.

A construção da interligação havia sido anunciada no início da crise hídrica, em março do ano passado. Antes da autorização das obras, a Agência Nacional de Águas (ANA) organizou reuniões com representantes dos três estados por onde o rio passa (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais). Em novembro do ano passado, o governador Luiz Fernando Pezão afirmou, durante uma reunião com a presidenta, que iria acatar caso o governo federal autorisasse a transposição do Paraíba do Sul.

Em nota, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), informou que as obras de intervenção "são essenciais diante da crise hídrica". No total, o sistema Cantareira opera com 5,1% da sua capacidade, enquanto toda a bacia do Rio Paraíba do Sul está com 0,49% de sua capacidade. A transferência de água do Cantareira para a bacia do Paraíba do Sul só será possível em outubro de 2017.

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